22/10/09
Construção civil migra de São Paulo para o Norte e Nordeste

Pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira (22) pelo IBGE.
Bahia e Pará tiveram os maiores ganhos de participação na indústria da construção.
As regiões Norte e Nordeste foram as que mais cresceram em relação ao número de obras e pessoas empregadas na construção civil entre os anos de 1996 e 2005.
Segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (22) pelo IBGE, a participação dos estados do Norte no percentual de pessoas empregadas dobrou no período (de 3,3% para 6,6%). Em relação ao número de construções, o resultado é mais que o dobro (de 3,2% para 7,4%).
Em compensação, o Sudeste perdeu participação. Em 1996, os estados da região eram responsáveis por quase dois terços das construções realizadas (65,7%). Em 2005, essa participação caiu para 55,2%. Em relação ao pessoal ocupado a tendência foi a mesma (de 62,3% para 53,6%).
SP e Rio: menores perdas.
Entre os estados, Bahia e Pará tiveram os maiores ganhos de participação na indústria da construção tanto em relação ao pessoal ocupado quanto nas construções executadas. No outro extremo, São Paulo e Rio de Janeiro registraram as maiores variações negativas. São Paulo reduziu sua participação no total construído de 39,7% para 30,4%.
“O recuo do Sudeste foi acompanhado pela ampliação das demais regiões, sendo que o aumento mais expressivo ocorreu no norte, onde as construções executadas e o pessoal ocupado apresentaram alta”, diz o IBGE.
Na região Norte, sobressaiu-se o Pará, seguido pelo Amazonas e por Tocantins. “Nos dois primeiros casos, a economia vem sendo impulsionada pela crescente industrialização. No Tocantins, a expansão da atividade de construção pode estar associada às necessidades de urbanização”, diz o IBGE.
A região Nordeste teve o segundo maior incremento de participação na construção: de 16,8% para 19,8% das obras e de 13,2% para 16,2% em relação ao pessoal ocupado. O destaque foi a Bahia, “onde vêm sendo adotadas políticas de incentivos à instalação de empresas de grande porte”, segundo a pesquisa.
Fonte: G1